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É melhor ser solteiro, diz a ciência

Veja cinco provas científicas de que é melhor viver com seu burro solto do que amarrado em qualquer lugar

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Por Danilo Barba

Conversando sobre seus problemas com seu gato? Levando sua mãe para a festa de final de ano da empresa? Nem pensar. Estes estereótipos absurdos da solteirice simplesmente não condizem com a realidade.

Afinal de contas, o que traz o casamento? Um upgrade na sua saúde física e mental? Todos os benefícios implícitos nas promessas feitas no altar? “A resposta é ‘não’”, garante Bella DePaulo, psicóloga da Universidade da Califórnia e autora do livro Singled Out. Segundo a especialista, parceria e casamento têm suas regalias, mas cientistas comprovam dia após dia que ser solteiro tem uma longa lista de benefícios. Veja quais são eles:

1. Coração saudável 
Muitos se casam sob a alegação de que é o coração quem está chamando, mas um estudo publicado pelo Journal of Marriage and Family em 2006 revelou que ser solteiro é que faz bem para o órgão. A pesquisa que seguiu mais de 9 mil adultos por oito anos mostrou que as taxas de doença cardíaca foram as mais baixas entre aqueles que nunca haviam se casado. A diferença entre os que sempre foram casados e os que sempre foram solteiros foi pequena, mas em relação àqueles que se “recasaram”, “divorciaram” ou são “viúvos”  — todos status que se consegue depois de “se amarrar” — os resultados foram bem piores.

2. Corpo em forma
Ao entrevistar mais de 13 mil homens e mulheres entre 18 e 64 anos, cientistas descobriram que os que nunca se casaram faziam exercicios mais vezes por semana do que casados e desquitados. De acordo com o artigo publicado no Journal of Physical Activity & Health em 2010, o efeito se manteve mesmo com a idade! Você pode dizer que os solteiros têm mais tempo, e são mais preocupados em manter as aparências; ou que são menos propensos a ter filhos (o que um estudo posterior mostrou ser um dos fatores que contribui para o comportamento), mas isto seria pura especulação — e o resultado final é o mesmo.

3. Rede social forte
Já reparou que amigos que se juntam de repente começam a prestar menos atenção em você? É verdade. “Diversos estudos provam que pessoas casadas são menos inclinadas que solteiros a ajudar, apoiar, visitar e manter contato com amigos, família e vizinhos”, escreve DePaulo. O mesmo vale para parceiros que não são casados mas vivem juntos. Outra pesquisa apontou até que, uma vez casadas, as pessoas têm menos contato com seus irmãos.

A verdade é que casamento e coabitação tomam boa parte do nosso tempo e atenção, que passam a ser dedicadas a uma pessoa só. Solteiros, enquanto isso, têm mais energia emocional para dividir com amigos, irmãos, familiares —e para si mesmos.

4. Xô, comodismo!
Pessoas que conseguem se manter solteiras são menos propensas a se contentarem com parcerias infelizes, se sentirem presas ou insatisfeitas. Um estudo descobriu que o medo de ser solteiro tornam as pessoas mais abertas a “sossegar por menos do que esperavam”, priorizando o status do relacionamento em detrimento da felicidade pessoal. Isto é um fato importante, porque existe um certo estigma contra pessoas que envelhecem sozinhas — talvez elas tenham um motivo para ter medo de acabar em casamentos ruins. Uma pesquisa separada divulgada pelo Journal of Personality and Socia Psychology em 2013, feita com 1.649 pessoas de 65 anos ou mais, descobriu que “indivíduos casados que sentem tratamento desigual são mais angustiados do que os que sempre foram solteiros.”
 
5. Isolamento
“Em contraste à solidão, o isolamento geralmente é um estado positivo — algo que deve ser buscado ao invés de evitado”, afirmam dois psicólogos da Universidade de Massachusetts. Eles acrescentam que a condição está associada à “liberdade, criatividade, intimidade e espiritualidade”. Solteiros — especialmente os que moram sozinhos — podem ter bem mais tempo para o isolamento e seus diversos benefícios psicológicos. Estudos preliminares indicam que formamos memórias melhores quando estamos sozinhos.


Danilo Barba