Problemas sexuais: nem os jovens escapam Segundo pesquisa, mais de 30% dos jovens entre 16 e 21 anos apresentam problemas como disfunção erétil e ejaculação precoce gplus
   

Problemas sexuais: nem os jovens escapam

Segundo pesquisa, mais de 30% dos jovens entre 16 e 21 anos apresentam problemas como disfunção erétil e ejaculação precoce

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Um grande número de jovens, entre homens e mulheres, têm enfrentando problemas sexuais que costumam atingir com mais frequência pessoas mais velhas. Esse foi o resultado (assustador para nós, homens) de uma pesquisa realizada no Reino Unido. De nome National Survey of Sexual Attitudes and Lifestyles, foi publicada no jornal científico Journal of Adolescent Health.

O estudo foi conduzido com 2.392 jovens entre 16 e 21 anos, sexualmente ativos ou não. Os pesquisadores analisados revelaram que mais de 30% dos jovens enfrentam problemas sexuais como disfunção erétil, ejaculação precoce e dificuldade de chegar ao clímax durante, no mínimo, três meses durante o ano anterior à pesquisa. 

Problemas físicos, como excesso de cansaço, e psicológicos, como preocupação demais, foram apontados como as maiores causadoras do mal nos jovens. Além disso, 9% dos jovens do sexo masculino relataram se sentirem angustiados por causa do problema sexual que estavam enfrentando.

A pesquisa quis entender também o motivo de parte das pessoas pesquisadas não serem ainda sexualmente ativas e descobriu que 10% dos jovens que não haviam feito sexo no ano anterior tinham como motivo para isso problemas enfretados por eles ou por seus respectivos parceiros. 

Para tentar resolver seus problemas na cama, 36% dos entrevistados procurou a família ou pesquisou pelo assunto na Internet, enquanto apenas 4% procurou por ajuda profissional de um especialista no assunto. 

Segundo o sexólogo Dr. João Borzino, que atua há 12 anos como terapeuta sexual, o problema tem origem na educação que os jovens recebem. "As disfunções de origem fisiopatologicas têm origem, na realidade, na distorção cognitiva trazida pela falta de educação sexual ou má educação sexual (baseada em tabus e estereótipos). Os homens sofrem uma pressão exarcebada por desempenho sexual, o que leva a grande ansiedade antecipatória e problemas como Disfunção Erétil e Ejaculação Precoce", explica o médico

Apesar da pesquisa ter como foco os jovens do Reino Unido, Dr. Borzino afirma que nós, brasileiros, também temos motivos para nos preocupar. "No Brasil os números são semelhantes, especialmente entre os homens mais jovens. Isto porque cerca de 70% dos problemas sexuais masculinos são de fundo piscoemocional, ou seja, a tensão com os problemas do dia a dia, aliada ao medo de não falhar na hora "H", faz com que o homem acabe falhando ou apresentando outros tipos de disfunção".

O especialista ainda afirma que, para que essa situação se reverta, seria necessário mudar tanto a educação sexual quanto a visão que se tem sobre o sexo e a figura masculina de "super-homem", que deve sempre ser bem sucedido em tudo o que faz. A dica de ouro é deixar os preconceitos de lado e procurar ajuda de profissionais assim que os problemas surgirem, afinal, ninguém é de ferro.