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Pense diferente com os ricos

Vive em rota de colisão? Descubra 10 máximas que conduzem os hábitos dos mais abastados e redefina seus valores

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Por Danilo Barba

Ser rico tem bem pouco a ver com sorte e tudo a ver com hábitos. Pelo menos é o que garante Thomas Corley, que passou cinco anos monitorando e analisando os hábitos e atividades diárias de pessoas ricas e pobres (233 ricos e 128 pobres, especificamente). No fim, ele isolou o que chama de “hábitos ricos” — e muitos deles são simplesmente padrões de pensamento. 

“Descobri em minha pesquisa que as pessoas ricas são, em geral, otimistas”, conta Corley. “Elas praticam a gratidão e consideram a felicidade um hábito”.

O pesquisador apresenta e explica inúmeras de suas descobertas no livro “Rich Habits: The Daily Success Habits Of Wealthy Individuals”. Para ele, “rico” é aquele que ganha mais de R$ 26 mil por mês (ou possui um patrimônio líquido de R$ 6,4 milhões ou mais), e os pobres são indivíduos que recebem até R$ 5.800 por mês e apresentam patrimônio líquido de até R$ 10 mil ou menos.

Veja como os ricos pensam diferente dos pobres, com base nas declarações identificadas por Corley.

1. Ricos acreditam que seus hábitos têm um impacto enorme em suas vidas 

"Hábitos diários são essenciais para o sucesso financeiro."
Ricos que concordam: 52%
Pobres que concordam: 3%

Pessoas ricas pensam que os maus hábitos criam má sorte e que os bons hábitos fomentam “oportunidades de sorte”, ou seja, chances que as pessoas têm de criar a própria sorte. “Quando questionei a sorte”, lembra Corley, “muitos ricos disseram que eram pessoas de sorte, enquanto boa parte dos pobres disse ser azarada”.

2. Ricos acreditam no sonho americano 

"O sonho americano não é mais possível."
Ricos que concordam: 2%
Pobres que concordam: 87%  

“O sonho americano é a ideia de potencial sem limites, de que você pode fazer tudo sozinho”, define Corley. Em seu estudo, a vasta maioria dos ricos considerou a fortuna uma grande parte do sonho americano (94%), e que o objetivo ainda pode ser alcançado.

3. Ricos valorizam relacionamentos para crescimento pessoal e profissional  

"Relacionamentos são essenciais para o sucesso financeiro."
Ricos que concordam:: 88%
Pobres que concordam: 17%

Não apenas os ricos sentem que seus relacionamentos são cruciais para seu sucesso, mas eles se esforçam bastante para mantê-los, criando o hábito de ligar para seus contatos para parabenizá-los em eventos, desejá-los feliz aniversário, ou aparecer só pra dar um alô. “Quando passei a ligar apenas pra dizer olá ou cumprimentar por alguma ocasião especial, eu mesmo acabei fazendo mais US$ 60 mil no fim das contas”, garante Corley.

4. Ricos adoram conhecer pessoas novas 

"Eu adoro conhecer gente nova."
Ricos que concordam: 68%
Pobres que concordam: 11%

Tão importante quanto manter os relacionamentos antigos é criar novos laços, fazer novos amigos. Não é por acaso que os ricos adoram conhecer pessoas novas e acreditam que ser querido é importante para o sucesso financeiro (na verdade, 95% acredita no poder da simpatia, contrapondo 9% dos pobres que dão importância ao sentimento).

5. Ricos pensam que economizar é altamente importante  

"Guardar dinheiro é essencial para o sucesso financeiro.”
Ricos que concordam: 88%
Pobres que concordam: 52% 
 
“Ser rico não significa apenas ganhar muito dinheiro”, explica Corley. “Você tem que guardar bastante, ir acumulando a sua fortuna. Diversos participantes do estudo não ficaram ricos porque ganhavam muito, mas porque souberam guardar bem”. E qual a melhor maneira de salvar dinheiro? “Siga a regra 80/20: guarde 20% do seu salário e viva com os 80% restantes”, sugere Corley. 

6. Ricos sentem que determinam seu caminho na vida 

"Eu acredito em destino."
Ricos que concordam: 10%
Pobres que concordam: 90%

Os pobres têm uma propensão bem maior a acreditar que a genética é um fator decisivo pra se tornar rico, e bem menos inclinados a pensar que eles mesmos sejam causa de seu próprio status financeiro na vida. “A maioria dos afortunados entrevistados eram homens de negócio que não foram ricos a vida inteira”, esclarece Corley. “Mas eles tinham esta postura de quem pode fazer qualquer coisa”. 

7. Ricos valorizam mais a criatividade do que a inteligência  

"Criatividade é imprescindível para o sucesso financeiro."
Ricos que concordam: 75%
Pobres que concordam: 11%

Enquanto os ricos acreditam que a criatividade influencia o sucesso, os pobres tendem mais a pensar que é melhor ter “o dom da inteligência”. Além disso, eles também preferem acreditar que ser rico é algo que geralmente acontece por acidente. “Se você observar os dados verá que a maioria dos ricos eram na verdade estudantes medianos”, revela Corley. “Ser rico envolve mais coisas do que ser apenas inteligente.”

8. Ricos amam seus trabalhos 

"Eu gosto (ou gostava) do que faço pra viver."
Ricos que concordam: 85%
Pobres que concordam: 2%

“Boa parte dos ricos em meu estudo adoravam seus trabalhos — isso não é um acidente”, disse Corley. Na realidade, 86% dos ricos trabalhavam em média 50 horas ou mais por semana (enquanto apenas 43% dos pobres faziam o mesmo), e 81% afirma fazer mais do que o emprego exige (somente 17% dos correspondentes menos sortudos disse se dedicar assim). Corley conta que é aí que a criatividade começa a colaborar diretamente para o sucesso financeiro. “Estas pessoas descobriram um exercício criativo capaz de se transformar em valor monetário. Quando você se empenha num exercício que pode gerar dinheiro, as recompensas geralmente são obscenas.”

9. Ricos acreditam que a saúde influencia o sucesso 

"Boa saúde é crucial para o sucesso financeiro."
Ricos que concordam: 85%
Pobres que concordam: 13%

“Um dos indivíduos em meu estudo disse ‘Não posso fazer dinheiro numa cama de hospital’”, relembra Corley. “Os ricos pensam que ser saudável significa menos dias doente, o que se traduz em mais produtividade e, consequentemente, mais dinheiro.”

10. Ricos estão dispostos a correr o risco  

"Assumi um risco em busca da riqueza."
Ricos que concordam: 63%
Pobres que concordam: 6%

“Muitos dos ricos que participaram do estudo eram donos de negócios que começaram sozinhos”, explica Corley. “Eles se tornaram bem-sucedidos por serem autodidatas que aprenderam com a escola da vida”. De fato, 27% dos ricos que participaram do experimento admitiram ter falhado pelo menos uma vez com seus negócios, algo que apenas 2% dos dos voluntários pobres confessaram. “A falha é uma cicatriz no cérebro”, afirma Corley, e garante: “as lições duram para sempre.”