Por que estou solteiro? Cientistas explicam porque tem homem que sempre toma toco mesmo quando se dedica ao máximo gplus
   

Por que estou solteiro?

Cientistas explicam porque tem homem que sempre toma toco mesmo quando se dedica ao máximo

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Por Danilo Barba

Bem quando você está apostando todas as fichas e se doando ao máximo, vem o toco -- Adeus. As promessas são quebradas, os momentos esquecidos e as recordações deletadas. Mas uma pergunta permanece: por que todos os seus relacionamentos parecem ir por água abaixo? Antes de apontar o dedo, experimente dar uma olhadinha no seu passado. Um estudo recente da Universidade de Alberta, no Canadá, mostra que existe uma conexão direta entre o relacionamento que temos com nossos pais e o sucesso de nossa vida amorosa. Será? Faça o tira-teima.

1) O relacionamento com os pais pode mesmo influenciar a vida amorosa?
Segundo o autor do estudo Matthew Johnson, Professor Assistente de Ecologia Humana na Universidade de Alberta, relacionamentos de alta qualidade estão ligados a maior autoestima e menos sintomas de depressão durante a transação para a vida adulta. Sua pesquisa indica que quem tem uma boa relação com os pais geralmente tem mais sucesso na vida adulta amorosa.

2) Raiva e depressão: os venenos da parceria
Por meios de pesquisas, Matthew e os pesquisadores da Faculdade de Artes, Nancy Galambos e Harvey Krahn, descobriram que a raiva e a depressão experimentadas durante a transição para a idade adulta podem se manifestar em relacionamentos na meia-idade. Matthew conta que os efeitos remanescentes dos anos de adolescência tumultuados surpreenderam os pesquisadores. "Descobrimos que, aos 18 anos, aqueles que estavam mais deprimidos e expressaram mais raiva tinham relações íntimas piores 25 anos depois, no meio da vida", conta ele.

O estudo analisou os níveis de estresse dos participantes durante a sua transição para a vida adulta. Os participantes tiveram que informar suas percepções em relação à qualidade de seus relacionamentos íntimos entre as idades de 18 a 25, depois com a idade de 32, e, finalmente, aos 43 anos. Segundo Matthew, o grupo de pesquisadores não estudou a depressão ou a raiva em si, mas os sintomas causados por tais sentimentos – como melancolia, tristeza e incapacidade de controlar o próprio temperamento.

3) Existe solução para uma vida amorosa sem sucesso?
Sim e a resposta é mais simples do que você imagina. A pesquisa salienta a necessidade de cuidarmos da saúde mental e de os casais se comunicarem mais sobre suas emoções. "Quando surgem problemas, é muito fácil atribuí-los ao seu parceiro, algum defeito no comportamento dele, ou o que ele pensa sobre o problema", sugere Matthew. Ou seja, colocar a culpa no outro definitivamente não irá resolver o assunto, mas nada como uma boa conversa,né?

Uma vez que os efeitos prolongados de depressão e raiva na adolescência persistem através de grandes eventos da vida, como o casamento, mudanças de carreira e nascimento dos filhos, a receita para o equilíbrio num relacionamento deve incluir reflexão e discussão sobre o passado de ambos os lados. "Algumas das dificuldades das pessoas estão relacionadas à saúde individual nos estágios iniciais da vida; características que você carregou sempre carregou e agora estão dificultando as coisas", explica ele.

4) Meu passado me condena, e agora?
Embora esta seja uma grande possibilidade, ela não deve ser tomada como verdade absoluta; não é regra. Indivíduos com uma relação particularmente difícil com seus pais durante a adolescência não estão destinados a sofrer uma ruptura no amor no futuro. Os estudos explicam que a baixa qualidade no relacionamento entre pais e filhos está apenas associada a menos sucesso na vida amorosa.