Tinder prejudica a autoestima, aponta estudo Aplicativos onde estranhos decidem se gostam de você pela aparência só causa insegurança, dizem pesquisadores gplus
   

Tinder prejudica a autoestima, aponta estudo

Aplicativos onde estranhos decidem se gostam de você pela aparência só causa insegurança, dizem pesquisadores

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Você se sente mal por que ninguém deu match em você no Tinder nas últimas semanas? Se você é um cara com a autoestima lá em cima, supera, mas, se você já é um cara inseguro, fazer uso de apps do gênero pode prejudicar a sua autoestima seriamente e te deixar mais insatisfeito com sua aparência. Ao menos foi o que um novo estudo, realizado por pesquisadores da Universidade do Norte do Texas, revelou.

De acordo com os cientistas, publicar imagens em aplicativos de relacionamento, como o Tinder, nos quais você é julgado por estranhos que, com um simples deslizar de dedos, decidem se gostam de você ou não, só causa insegurança.

Para chegar a essa conclusão, especialistas compararam 100 usuários do Tinder – o famoso app de relacionamentos amorosos – com mais de mil pessoas que não utilizavam aplicativos nem sites de relacionamento. Os homens que estavam cadastrados no app avaliaram sua satisfação corporal, em categorias como “muscularidade dos braços”, “magreza do estômago” e com seu corpo, em geral. As mulheres classificaram sete partes de seu corpo, incluindo quadris e coxas, e quatro categorias exclusivas para o rosto.

Os resultados mostraram que as pessoas que nunca procuraram por um parceiro em apps de relacionamento passavam menos tempo se preocupando com sua aparência. Por outro lado, pessoas que utilizam o Tinder estavam mais infelizes com sua aparência, pois se preocupavam mais com o fato de serem atraentes e tendiam a se comparar mais com outras pessoas.

Segundo os autores, em entrevista ao Daily Mail, sites de relacionamento dão pouco espaço para as pessoas escreverem sobre si mesmas, o que faz com que elas sejam julgadas principalmente por suas fotos, e, consequentemente, pela aparência. “Os usuários de sites de redes sociais, antecipando o escrutínio de outros, se concentram em si mesmos e tentam, apresentar uma imagem, através de suas fotos publicadas, que se aproxima dos ideais de beleza da sociedade e acentua sua aparência. Com o passar do tempo, essa auto-promoção e gerenciamento de impressões, particularmente quando são rejeitados, só piora os níveis de auto-objetificação, depreciação corporal e menor auto-estima”, concluiu Jessica Strubel principal autora do estudo.