Vivendo de games O crescimento da indústria de games desperta o interesse para investir num negócio do ramo. AreaH dá as dicas. gplus
   

Vivendo de games

O crescimento da indústria de games desperta o interesse para investir num negócio do ramo. AreaH dá as dicas.

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Videogame. Que homem não gosta de jogar? O fato é que o mercado de videogames e jogos está crescendo muito e já ultrapassou a indústria do cinema, por isso muitas pessoas fazem desse ramo sua fonte de renda.

No Brasil, trabalhar com games não é uma tarefa fácil, principalmente pela tributação do governo sobre produtos importados, porém não é impossível. A principal dica para quem quer abrir sua própria loja de games é investir em diferenciais, já que o preço de comercialização dos produtos aqui, comparados com os de fora, são muito diferentes. Para se ter ideia, um jogo lançamento nos EUA custa, em média, US$ 45,00 (R$ 75,00), e o mesmo jogo no Brasil, sai por aproximadamente R$ 220,00.

Abrindo as portas
Tenha em mente que abrir uma loja de games é entrar num mercado onde a competição chega a ser injusta. Seus principais concorrentes não são apenas os lojistas como você, mas sim pessoas que importam jogos e consoles informalmente e em poucas quantidades, fugindo das cargas tributárias e vendendo os jogos em preços abaixo do mercado nacional. Além disso, a localização da loja precisa ser bem estudada. Não adianta nada abrir uma loja onde a concentração de lojas do mesmo nicho seja numerosa. Escolhido o lugar,  é preciso do alvará de funcionamento junto à prefeitura de sua cidade chamado “Guia-Azul”. Esse guia analisará a localização da loja e se ela pode ser aberta no local. Por exemplo, se o local escolhido é na mesma rua de um colégio, você não terá permissão para abrir a loja. O motivo é óbvio. Com o Guia-Azul em mãos, você deve ir à junta comercial de sua cidade e dentro de uma ou duas semanas todos os papéis estarão em ordem para o funcionamento do estabelecimento comercial.

É necessário um estudo para conhecer o tamanho do mercado na região. A partir disso, deve-se calcular o valor do  investimento inicial. Procure conhecer bem os clientes em potencial da região, para saber o tipo de serviços que eles preferem (preços baixos, suporte ao cliente, “test-drive” de games, etc.).

Estoque
É a parte tensa do negócio. Juntar um capital inicial, ir atrás de bons fornecedores, melhores preços e melhores condições de pagamento. Tudo isso para conseguir um estoque de qualidade e que atenda a demanda esperada para sua loja. Uma tarefa difícil para novos empreendedores é que fornecedores não dão muita confiança no início, temendo o risco de levarem algum calote.
 
Uma boa dica é estudar bem como é a produção dos consoles e games. Sabe-se que ainda não há produção nacional de grandes marcas como Sony (PS3 e PsP), Microsoft (Xbox 360) e Nintendo (Wii e DS). Mas sabe-se que a produção desses produtos é feita na China. É necessário procurar contato com uma grande empresa de importação e tenha em mente compras de larga escala, pois assim, conseguirá um bom preço para poder vender mais barato que a concorrência. Não é permitido comprar menos de 100 unidades de cada aparelho, justamente pelas taxas alfandegárias, mas com isso o retorno financeiro será maior.

O estabelecimento
Ter uma loja fisicamente atrativa e com novidades é ótimo, pois além dos produtos, chama a atenção dos clientes pelo serviço prestado. Saiba que o grande público consumidor de games (jovens) não possui um grande poder aquisitivo. Levando isso em conta, é necessário conseguir pontos de outras maneiras. Exemplo: Cobrar por hora. Você disponibiliza um console para as pessoas jogarem e cobra um valor x por hora de jogo. Fazendo isso, a frequência de clientes na sua loja será contínua e ainda por cima, você ganhará algum dinheiro. Fidelizar o público com ações como promoções, torneios entre jogadores é uma ótima estratégia para fazer da loja um point para os game maníacos.

Tenha sempre noção dos preços dos concorrentes, para tornar-se competitivo. Leia sobre games e as novidades do mercado. Novidades são sempre esperadas pelos gamers.


Pirataria
É a principal ameaça no mercado brasileiro. Acredita-se que cerca de 60% dos games vendidos no Brasil são pirateados. As fabricantes tentam extinguir isso de todas as maneiras, mas os hackers são tão velozes quanto em arrumar soluções que quebra o bloqueio a games piratas. A saída encontrada pelas fabricantes é bloquear que quem joga games piratas, não consegue jogar nos servidores online dos jogos, uma boa estratégia, levando em conta que jogar contra pessoas do mundo todo é um atrativo e tanto para os jogadores.
 
É fato que algumas lojas de games, para acelerar as vendas, comercializam jogos piratas clandestinamente. Mas isso não é apenas uma coisa de “camelô”. Na internet, a pirataria é cada vez maior. Jogos são baixados de forma ilegal e cada vez menos, as pessoas entram nas lojas atrás de jogos.

Agora mãos à obra e boa sorte!