Cansei de ser Herbie! Tá cansado de ser confundido com o carro do filme “Se meu fusca falasse”? Não se preocupe, a medicina está aí pra te ajudar a se livrar deste orelhão. gplus
   

Cansei de ser Herbie!

Tá cansado de ser confundido com o carro do filme “Se meu fusca falasse”? Não se preocupe, a medicina está aí pra te ajudar a se livrar deste orelhão.

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As pessoas que tiveram a infelicidade de nascer com orelhas em abano não estão livres do constrangimento. Os homens são os que sofrem mais com o problema, afinal, as mulheres conseguem disfarçar a orelha saliente com os cabelos. Ser chamado de Dumbo, Mickey e de fusca com a porta aberta é pra lá de constrangedor, mas nem tudo está perdido. A saída para corrigir esta imperfeição é uma só: entrar na faca e encarar uma cirurgia para a correção das orelhas.

A otoplastia estética remodela a estrutura cartilaginosa das orelhas e faz com que elas fiquem em harmonia com a cabeça. De 5 a 10% da população possui orelhas em abano segundo o Dr. Rodrigo Mangaravite, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “É um problema que incomoda muito, principalmente aos meninos em idade escolar. A plástica para corrigir as orelhas pode ser feita em crianças a partir de oito anos (quando ela já tem a orelha totalmente formada) para evitar apelidos comuns na idade escolar que podem causar traumas psicológicos e complexos que minam a autoestima”, diz o médico.
Vale lembrar que a deformidade da orelha é congênita, ou seja, a pessoa já nasce com ela, porém só se torna perceptível entre os dois e quatro anos de idade.

Como é feita a cirurgia?

Na maioria das vezes, a cirurgia é feita apenas com anestesia local e uma sedação anestésica. Em crianças é mais indicada a anestesia geral.
A duração da cirurgia varia entre uma hora e meia e duas horas e o corte é feito no sulco (na pele), atrás da orelha. O cirurgião desloca a pele da cartilagem e a fixa na posição ideal com pontos internos.

Pós operatório

Nos primeiros dias após a cirurgia, a orelha deve ser protegida com um faixa (iguais as que os tenistas usam) para evitar traumatismo no local. É indicado repouso por dois a três dias, mantendo sempre a cabeça erguida.
Na hora de dormir, é aconselhável deitar de lado por pelo menos três semanas e usar durante um mês uma bandagem elástica para proteger as orelhas.
Também recomenda-se ficar afastado das atividades físicas e esportes de contato (como o futebol e lutas, por exemplo).

O resultado final aparece em três meses depois da operação, apesar de já ficar 80% visível assim que se retira o curativo. Vale lembrar que a cirurgia serve para corrigir a orelha de abano e não para diminuir o tamanho dela.