9 razões para não fazer a bariátrica A cirurgia é um procedimento MUITO delicado: saiba quais são os riscos de retalhar órgãos para emagrecer gplus
   

9 razões para não fazer a bariátrica

A cirurgia é um procedimento MUITO delicado: saiba quais são os riscos de retalhar órgãos para emagrecer

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A cirurgia de obesidade, também conhecida como cirurgia bariátrica ou gastroplastia, é um procedimento cirúrgico relativamente complexo que pode implicar em uma série de riscos em seu procedimento.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a cirurgia bariátrica deve ser indicada somente em casos extremos: pacientes que apresentem quadros de hipertensão, diabetes, altos índices de gordura no sangue, problemas de mobilidade, apneia do sono e indivíduos que possuem um alto índice de massa corporal (IMC). Além disso, o método deve ser considerado o último recurso, ou seja, quando os pacientes não obtém sucesso em outros tratamentos para a redução de peso.

Uma pesquisa recente feita pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica aponta que esse método cirúrgico vem despertando o interesse de muitos pacientes, embora a maioria das pessoas não tenha a consciência da seriedade e dos riscos dessa cirurgia.

Veja os perigos e complicações consequentes do procedimento:

#1 Complicações cirúrgicas
Durante e após o processo cirúrgico, o paciente está sujeito a possíveis complicações existentes em outros tipos de cirurgias abdominais. A cirurgia bariátrica pode apresentar problemas como infecções internas e externas, sangramentos, entupimento dos vasos sanguíneos, obstruções intestinais, embolia pulmonar (coágulos no pulmão), hérnias e pneumonia.

#2 Rompimento do grampo/anel
Grampos ou anéis podem ser aplicados no estômago de acordo com o tipo de cirurgia. Na cirurgia bariátrica com desvio do fluxo intestinal, o objetivo é a diminuição da absorção dos alimentos. Durante o procedimento cirúrgico, o estômago é literalmente grampeado e esses grampos podem se romper com a falta de cuidados após a cirurgia. Já a cirurgia que visa redução do tamanho estômago promove a diminuição da quantidade de alimentos ingeridos. Esse processo cirúrgico envolve a aplicação de anéis que também podem sofrer dilatações ou rompimentos. Essas rupturas de anéis e grampos podem causar vazamentos e graves infecções, onde o paciente corre o risco de ser novamente submetido a hospitalizações, novas cirurgias e o ganho de peso em longo prazo.

#3 A “síndrome de dumping”
O dumping, ou em português o “esvaziamento rápido” ocorre quando o indivíduo ingere alimentos com altos índices de açúcar e gordura como refrigerantes, leite condensado e doces em geral. A ingestão de calorias em excesso desencadeia o rápido esvaziamento do estômago, transferindo o alimento diretamente para o intestino delgado. Esse processo pode resultar em sintomas como tontura, náusea, fraqueza, queda de pressão arterial, taquicardia, transpiração e diarreia.

#4 Álcool e tabaco
O consumo de bebidas alcoólicas e de cigarros são fatores agravantes para os riscos da cirurgia bariátrica. O álcool é uma substância que agride as mucosas das paredes do estômago e do intestino, além de reduzir a absorção de nutrientes importantes para o organismo. Já a nicotina, substância encontrada no tabaco, pode prejudicar o processo de cicatrização da pele e ocasionar sérias infecções.

5# Aumento da probabilidade de dependência alcoólica
Segundo um estudo feito por pesquisadores do Centro de Investigação em Nutrição e Obesidade de Nova York, a cirurgia bariátrica pode aumentar os riscos de dependência do álcool. A pesquisa analisou quadros de saúde de 155 pacientes, onde 100 destes pacientes foram operados através de técnicas de redução de estômago. Após três semanas de cirurgia, houve um aumento considerável no consumo de álcool, além de cigarro e drogas. O estudo descobriu que a eliminação da ingestão em excesso sem um tratamento psicológico faz com que os pacientes sofram o chamado “princípio de substituição de sintomas”, onde a compulsão alimentar é trocada pela ingestão de outras substâncias. Os dados foram publicados na revista Archives of Surgery e divulgados pelo jornal espanhol El Pais.

6# Déficit nutricionais
É necessário um acompanhamento nutricional vitalício após a cirurgia. Com o desvio do duodeno, o organismo exercerá menor absorção de nutrientes. Um exemplo é a ausência ou a pouca quantidade de ferro absorvida, que pode implicar na predisposição de problemas como a anemia e anemia crônica.

7# Queda de cabelo e unhas quebradiças
Segundo médicos especialistas, sintomas como perda de cabelos e unhas fracas são comuns durante qualquer processo de emagrecimento, sejam eles através de cirurgias ou dietas. Com o déficit de vitaminas e proteínas, o organismo pode apresentar esses sintomas. Dessa maneira, é importante que o paciente procure um nutricionista para a melhor adequação e suplementação nutricional.

8# Efeitos colaterais e problemas no sistema digestivo
A cirurgia bariátrica modifica a estrutura intestinal e pode apresentar efeitos colaterais como o aumento da frequência evacuatória, a urgência evacuatória, o inchaço abdominal, úlceras, hemorragias e gases.

9# O risco de morte e o alto índice de suicídios
Um estudo feito por pesquisadores americanos da Universidade de Utah revelou que a probabilidade de mortes por acidente ou por suicídio entre os pacientes após a realização da cirurgia é 58% maior do que entre os indivíduos que não passaram pela mesa de cirurgia (pacientes com comportamento impulsivo ou que sofreram acidentes de trânsito não foram contabilizados no estudo). Além disso, a pesquisa descobriu um dado curioso e ao mesmo tempo assustador: a maioria dos pacientes que cometeram suicídios, o fizeram após um ano de cirurgia.