Dia do Homem: dados sobre saúde masculina Para o homem gozar é muito mais importante que ter saúde. Confira os dados de uma pesquisa inédita sobre saúde masculina gplus
   

Dia do Homem: dados sobre saúde masculina

Para o homem gozar é muito mais importante que ter saúde. Confira os dados de uma pesquisa inédita sobre saúde masculina

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Na Idade Média existia o Tribunal da Impotência onde mulheres se queixavam dos maridos que não davam no couro e eles precisam provar a virilidade em forma de ereção em plena praça pública.

Graças a Deus isso foi há 5 mil anos e há tempos não precisamos mais brigar com ursos para caçar a janta. O que parece não mudar é a mentalidade masculina. Leia em tela cheia: 51% dos homens nunca foram ao urologista e o pior é que eles alegam não achar motivos para visitar o especialista com regularidade. Imagine se as mulheres tivessem a mesma conduta com relação aos ginecologistas?

Parece absurdo e ultrapassado para 2015, mas uma pesquisa inédita realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) em parceria com a Bayer revelou vários dados surpreendentes sobre saúde masculina em função do Dia do Homem, comemorado em 15 de julho.

Foram entrevistados 3.200 homens com mais de 35 anos em oito cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Curitiba).

Veja quais são os dados mais marcantes do levantamento:

#1 45 anos é a idade com a qual o homem começa a se preocupar com a saúde

#2 Nessa faixa etária os homens estão mais preocupados com as doenças cardiovasculares que com a impotência

#3 57% dos homens nunca ouviram falar sobre andropausa 

#4 71% dos homens não conhecem os sintomas

#5 Apenas 17% fazem reposição hormonal

#6 47% dos homens buscam o aumento da atividade sexual

#7 62% utilizam estimulantes sexuais sem recomendação médica

#8 41% dos caras passam a usar os “Viagras da vida” por recomendação dos amigos

#9 25% dos homens consideram procurar um urologista somente depois que falham na hora H

#10 68% dos homens não conhece o tratamento para queda hormonal

#11 Na contramão do índice nacional, onde mais da metade dos entrevistados assumiu ter traído a companheira, 80% dos paulistas afirmou ser fiel à esposa. 

É interessante notar num evento desse porte como o homem relaciona sua saúde diretamente com seu desempenho sexual. Um dos palestrantes, o psicanalista, dramaturgo e colunista da Folha de São Paulo Contardo Calligaris endossa o fato: “para o homem, gozar é muito mais importante que ter saúde”, e sacramenta: “tem muito homem que toma estimulante sexual mais para admirar seu pênis ereto que para dar prazer à parceira”.

Ainda nessa questão, a psicanalista e escritora Regina Navarro, também palestrante do evento, comenta que tudo que afeta a sexualidade do homem reflete em sua autoestima e que essa coisa de provar que é macho torna o homem escravo do moralismo. Regina afirma que essa revolução na mentalidade sexual começou na década de 60 com a invenção da pílula anticoncepcional e deixou o homem intimidado pela mulher que passou a exigir prazer e a buscar o orgasmo. 

Regina também revela que boa parte dos homens que frequenta seu consultório ficam assombrados com o tamanho do pênis. Ou seja, eles fazem terapia, mas não fazem exames!

O professor e urologista Dr. Roni de Carvalho Fernandes deixa um recado para esse tipo de homem: “o preconceito do toque retal (exame da próstata) afasta os homens do médico, embora seja simples, rápido e sem violar em nada a virilidade”. 

Nessa leva de conceito, Dr. Carlos Sacomani (urologista do AC Camargo e diretor de comunicação as Sociedade Brasileira de Urologia) dá uma bronca: “a grande maioria dos homens vai ao médico com HD externo, ou seja, eles levam a mulher e ela é quem fala o que ele tem.

Agora eu pergunto pra você, macho: tem cabimento esse tipo de comportamento?