Imortalizado por nomes como Fidel Castro, Winston Churchill e J.F. Kennedy, nos dias de hoje os charutos são vistos com menos frequência nas ruas, porém os amantes da chamada arte de apreciá-lo estão por aí, em tabacarias, reuniões familiares ou em conversas com amigos. Mesmo sendo tão tradicional, ainda existem dúvidas acerca de onde encontrá-los, como selecionar marcas de qualidade e principalmente, quais os locais e momentos ideais para as tragadas de classe. Para estas e outras perguntas, Areah conversou com especialistas no assunto.
Ao falar sobre charutos, muitos remetem aos famosos cubanos, tidos como os melhores do mundo. Segundo peritos no tema e consumidores, este título foi concedido pelo clima favorável de Cuba, já que para conservá-los a temperatura precisa estar em torno dos 18 graus e a umidade relativa do ar em mais ou menos 70%, o que se encaixa perfeitamente ao ambiente local. Outros fatores, como boas condições do solo e claro, símbolos como Ernesto Che Guevara e o próprio Fidel Castro contam muito. Estes motivos acabam exercendo influência no preço, por exemplo, uma caixa com 25 Alonso Menendez não sai por menos de R$ 542,00.
Dentre algumas das marcas mais conceituadas do mundo estão, por exemplo, Cohiba e Partagas, vistas como mitos pelos charuteiros mais tradicionais. Cesar Adames, especialista em tabacos, também elege suas favoritas no mercado nacional. "No Brasil, as melhores são Monte Pascoal, Dona Flor e Alonso Menendez”. Ele ainda aconselha os iniciantes sobre qual charuto escolher. “O ideal é começar com os nacionais, mais suaves do que os cubanos. É interessante também iniciar com formatos mais curtos, como robuto ou petit corona". Vale um conselho, é sempre melhor optar pelo isqueiro com maçarico e gás para não interferir no sabor. Se for acender com fósforos, use os de palito e espere até a cabeça toda se queimar para evitar a ingestão de produtos químicos.