Sexo é bom e todo mundo gosta. E isso não se discute. O problema é que algumas pessoas gostam demais, ou melhor, têm compulsão sexual, uma doença que pode acarretar sérios transtornos se não tiver um acompanhamento psicológico adequado.
Segundo a sexóloga Jussania Oliveira, esse tipo de compulsão está bem mais presente entre os homens. Algumas personalidades como o ator Michael Douglas e o golfista Tiger Woods chegaram a se internar em clínicas de reabilitação para tratar a doença.
O AreaH conversou com a especialista para saber mais sobre o tema e tirar algumas dúvidas. Leia e veja se você também é viciado no esporte que o Tiger Woods mais gosta (e não estamos falando de golfe).
AreaH: Quais são os sintomas da doença?
Jussania: Quando o sujeito deixa de fazer uma atividade de lazer para procurar o sexo, não trabalha direito por causa do sexo, se masturba várias vezes ao dia e não sente prazer...
AreaH: Mas não há um prazer imediato?
Jussania: Sim, mas como qualquer outra compulsão, o sujeito quer sempre mais, deseja um prazer sempre maior do que aquele que ele sente no momento.
AreaH: O homem que se masturba seis, dez vezes por dia pode ser considerado um compulsivo?
Jussania: Não dá para a gente computar isso em números. Varia muito de caso para caso. Tudo depende de como o sujeito lida com isso, se esse comportamento afeta a vida dele negativamente.
AreaH: Um compulsivo se excita com qualquer coisa? Elefantes, por exemplo, podem excitá-lo?
Jussania: Olha, ele nem precisa de estímulos. O compulsivo pode gostar de fazer sexo com animais, e isso seria zoofilia. Se ele assistir a uma cena de sexo entre animais e se excitar, já é outro diagnóstico. Tem que avaliar cada caso com cuidado.