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O que você precisa saber sobre a calvície

Existe cura para a calvície? Fique por dentro do assunto e conheça as formas disponíveis para tentar manter seu cabelo de pé

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A calvície é um fenômeno muito comum entre os homens. A Sociedade Brasileira para Estudo do Cabelo (SBEC) estima que 42 milhões de homens são afetados por ela no país. E segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a metade da população masculina do mundo todo perderá os cabelos até os 50 anos idade. 

Chamada cientificamente de alopecia, a redução parcial ou completa dos pêlos pode derivar de diversas causas. Entre as diferentes formas de perder os cabelos, é a alopecia androgenética a mais comum entre os homens e a que geralmente mais os preocupa. Alopecia androgenética é uma manifestação fisiológica que ocorre nos indivíduos predispostos geneticamente para desenvolvê-la, ou seja, que tenha herdado o gene da calvície de seus antepassados. 

O professor de história Glauco Ricciele, de 28 anos, conhece bem os sintomas. Quarta geração calva na família, seus cabelos começaram a cair ainda aos 17 anos. Mas para ele não houve crise: raspou toda a cabeça para se adaptar e fez disso a sua “marca”.

Apesar de ser incurável, nem todos os homens se acostumam com a ideia de ficar careca. E por isso foram desenvolvidos tratamentos para combater a queda de cabelos. Para pessoas que possuem a calvície androgenética existem, basicamente, duas formas de tratamento: via medicamentos e por laser de baixa tensão. Segundo o dermatologista Adriano Almeida, diretor da Sociedade Brasileira de Cabelos (SBC), o paciente deve começar a tratar a calvície a partir do momento que começam a aparecer os primeiros sintomas. “Todos os tratamentos são eficazes, o que muda é a forma com que cada paciente reagirá a eles” afirma o dermatologista.

Finasterida
Para retardar a queda de cabelo, parte dos medicamentos utilizados é feito à base de finasterida, droga inibidora 
da enzima 5-alfarredutase, responsável por transformar a testosterona no hormômio masculino DHT (di-hidrotestosterona), que causa a queda de cabelo. Porém, apesar de sua eficácia no combate à queda de cabelo, seu uso pode causar efeitos colaterais nada agradáveis. Sua bula já adverte para possível disfunção erétil e diminuição da libido. Seu uso é exclusivamente destinado ao sexo masculino.

Minoxidil
Outra substância bastante usada para manter os cabelos no lugar é o Minoxidil. O tônico capilar é uma loção vasodilatadora que aumenta a circulação de sangue no couro cabeludo e contribui tanto para o crescimento de cabelos como para evitar sua queda.

Laser de alta potência
Recomendado para evitar o avanço da alopecia androgenética ainda em estágio inicial ou intermediário, o laser de baixa potência vem se tornando cada vez mais recorrentes em tratamentos contra a calvície. Sem efeitos colaterais e totalmente indolor, este procedimento deixa os cabelos mais grossos e saudáveis.

Apesar de tudo, esses tratamentos não fazem crescer cabelo em regiões que não possuem mais raízes capilares. Para quem já atingiu esse nível de calvície e quer voltar a ser cabeludo, só resta uma opção: o transplante capilar.

A técnica utilizada na cirurgia que também é conhecida como implante capilar consiste em retirar alguns fios de cabelo da parte de trás do couro cabeludo (região menos afetada pela alopecia androgenética) e, literalmente, implantá-los (aí a razão pela qual a cirurgia é conhecida como implante capilar) nas regiões mais afetadas. Apesar dos fios implantados caírem após a cirurgia, deixando o paciente careca novamente, depois de alguns meses o cabelo começará a crescer naturalmente na região operada.

Como é melhor prevenir do que remediar, o médico Adriano Almeida dá algumas dicas para evitar a queda de cabelos:

- Para os homens, lavar o cabelo diariamente;
- Para as mulheres, lavá-los em dias alternados;
- Utilizar shampoo adequado para seu tipo de cabelo;
- Não tracionar (puxar) fortemente os cabelos.