Ícones do cinema de ação como Bruce Lee, Jet Li e Jackie Chan, que inclusive esteve no Brasil recentemente, tornaram o Kung Fu uma das mais famosas e populares artes marciais do mundo. Mas, além de ser uma luta essencial para quem busca aprimorar sua defesa pessoal, o Wushu (termo correto para se falar da arte marcial chinesa) é uma excelente forma de atingir e manter o condicionamento físico sempre em alta, além de alguns benefícios para a saúde.
Desenvolvido há mais de 2 mil anos na China, o Kung Fu chegou no Brasil na década de 60 quando alguns mestres de Cantão, província chinesa e de Hong Kong vieram a terras nacionais. Apesar de ter mais de uma centena de estilos diferentes, a prática do Wushu é comumente dividida em dois tipos: o Taolu e o Sanda. E entender suas diferenças é fundamental. Quem explica suas diferencias e curiosidades é Luiz Carlos da Silva, diretor de Wushu moderno da Federação Paulista de Kung Fu/Wushu e professor da Tonlon Academia de Artes Marciais.
Taolu - "É voltado para o treinamento específico de movimentos em forma de coreografia, com envolvimentos de saltos e chutes acrobáticos, sequências obrigatórias, flexibilidade, alongamento e trabalha bem o condicionamento fisico. Em uma competição oficial são avaliados a técnica, saltos e aterrissagem e performance do atleta", aponta Luiz.
Sanda - "É o treino de socos, chutes, quedas, projeções e luta de contato, mas que também trabalha condicionamento fisico. Em uma competição o atleta pode lutar diversas lutas até ser o campeão. Cada assalto tem cerca de dois minutos por trinta de descanso e é dividido por peso a cada cinco quilos", explica.
Logo, ambos treinamentos são bons para o condicionamento físico, mas seus benefícios vão além disso. É comprovado o aumento do bem estar e disposição (ganho de energia para o dia a dia), da qualidade da respiração e capacidade cardíaca, do tônus muscular e da redução da ansiedade. Não à toa o esporte é muito recomendado para crianças, adolescentes e até mesmo adultos hiperativos.