Chico Buarque pode não agradar a todos com sua literatura, mas de uma coisa o cara entende: mulheres. "O ciúme é como um repolho", escreveu ele em um de seus livros mais recentes, mesmo sem deixar claro que a analogia vai muito além deste sentimento.
O momento todo mundo já conhece. Por algum motivo, quando convivemos com as pessoas que amamos ou achamos que amamos há uma clara tendência ao acúmulo de decepções e palavras não ditas. Pratos e abajures quebrados ou o silêncio absoluto podem ser indícios de um instante crucial evitado por meses e anos num relacionamento: a temida DR.
As discussões de casais referidas pelo acrônimo popular "existem para afinar, para cortar as arestas, e para que a parte mais infeliz no relacionamento seja ouvida", segundo a psicóloga e psicoterapeuta corporal Luiza da Costa Santos.
De acordo com Santos, os homens geralmente não tomam a iniciativa porque eles "são culturalmente incentivados a esconder os sentimentos", o que deixa transparecer que as mulheres reclamam e demonstram mais suas emoções.
A melhor forma de reaproximação do casal seria buscar estabelecer o diálogo através de um pedido de desculpa sincero, momento ideal para "surpreender o parceiro", sugere a psicóloga. Segundo ela, expor os sentimentos seria o primeiro passo para tentar achar uma saída para ambos. "Os homens sempre têm um ponto de vista diferente da mulher. Para que se estabeleça uma boa comunicação entre eles, o homem deve começar assumindo a responsabilidade de entender a forma que a mulher fala. Não comece a se defender e admita quando não entendeu", recomenda Santos.