No próximo dia 24, o álbum Nevermind, segundo disco de estúdio da banda norte-americana Nirvana, completará 20 anos. Além de ter projetado o trio em escala mundial, o sucesso da bolacha, famosa pela sua capa, em que um bebê tenta pegar uma nota de um dólar dentro da piscina, permitiu a explosão do grunge, iniciado na cidade de Seattle.
No entanto, os críticos consideram o auto-intitulado álbum do projeto Temple of The Dog, que contava com integrantes de Pearl Jam e Soundgarden, como o marco zero do movimento. O gênero, um mix de punk, hard rock e indie, teve em Kurt Cobain, vocalista do Nirvana, seu principal porta-voz. De uma hora para outra, o rock trocou as botas, os longos cabelos tingidos e as extravagantes vestimentas de couro pelas calças e tênis surradas, além, é claro, da camisa de flanela xadrez.
Com um público sedento por uma nova revolução musical e com a MTV ao lado, as músicas do Nevermind, destaque para a clássica “Smell Like Teen Spirit”, não paravam de tocar. Na época, o disco atingiu a incrível marca de 20 milhões de cópias vendidas. Um sucesso que extrapolou as expectativas da Geffen Records, que apostava numa tímida vendagem de 250 mil unidades. Faixas como “Come As You Are”, “Breed” e “Lithium” também estouraram nas rádios ao redor do planeta.
Na carona de Cobain e cia. vieram bandas como Pearl Jam, Soundgarden, Alice in Chains e Stone Temple Pilots, que fizeram bastante sucesso na época. De todas, o Jam, de Eddie Vedder, foi o que chegou mais próximo da popularidade do Nirvana, graças ao álbum Ten, que traz ótimas músicas como "Even Flow", "Alive", "Black" e "Jeremy".